quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cultura: Música de portugal

Num país ainda à procura de cultura, em que se acusa a juventude de olhar demasiado para o estrangeiro a nível musical, emana qualidade musical que poucas vezes é reconhecida face a aqueles que muitas vezes apelidados de música tradicional são levados ao colo, quer por rádios (as poucas que reproduzem música portuguesa), quer pela população culturalmente estagnada e pouco receptiva. Fica registada a minha visão sobre música portuguesa que passa pelo filtro de qualidade e que gosto especialmente de ouvir. Procurei nesta selecção reproduzir a música que gosto especialmente, de estilos muito diferentes. Muita dela chegou a muita gente, outra infelizmente não, e são as que não chegam que contribuem para a continuidade da fraca produção global de música em Portugal, salvo excepções, algumas especialmente excepcionais. Tentando seguir uma ordem cronológica:

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sociopatologias - Denúncia

"Põe-se a jeito

De facto, Saramago tem tudo para se tornar um alvo: é um intelectual, logo é motivo de inveja por ser inteligente; não vive em Portugal, logo pode ser acusado de antipatriota; é inteligente, o que faz com que possa ser gozado pelos pobres de espírito; é comunista, o que para a massa anónima de idiotas que nunca votou ou que, por pura ignorância, não tem convicções políticas, é um crime; fala quando quer e diz o que pensa, o que faz com que forçosamente se distancie dos 90% de portugueses que não pensam, e quando falam não pensaram antes; ganhou uma distinção internacional, logo padecerá do eterno bota-abaixismo dos seus compatriotas, mais preocupados em não deixar fazer do que em fazer; ganha dinheiro a fazer o que gosta, a escrever, o que é um ultraje para os indigentes intelectuais que por manifesta falta de inteligência, nunca escreveram mais do que o próprio nome nos cheques; afronta a Igreja, o que faz com que as mais reaccionárias e obscuras forças do ocidente se lhe oponham como ao Anticristo; exorta os outros a pensar por si, e esse é um delito que os políticos profissionais lhe não perdoam. É um Homem, logo põe-se a jeito de ser apedrejdo pela escumalha. Sinal dos tempos.

gomes, Peniche. 21.10.2009 19:39 "

Fruta seca...não tem sumo mas sabe bem, gostei!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Universo réptil

...falsos problemas...irrealidade...montra...máscaras...mobilizações...falso movimento...histórias sérias/realidades jogadas...aparência...comentários...boatos...notícias...ausência de concretização...auto-exaltação...mentira, mentira consentida...movimento por arrasto...domínio, domínio consentido, domínio exaltado, domínio auto-exaltado...conveniência...menosprezo...desprezo...indiferença... ...preconceito...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Relatividade Parte II

Oh! lâmpada... És tão bonita que nem mereces ser lâmpada, contudo existes como lâmpada na minha mente! Posso alterar-te a existência, mas a minha criação o impede, pois, se és bela como lâmpada tal se revela na tua existência e se lâmpada não fosses a tua visão não me transmitiria tamanha beleza.

sábado, 5 de julho de 2008

Ecos Perturbadores: A educação

É com muita pena que regresso ao mesmo tema numa rubrica diferente. Incrível como a máquina propagandística penetra na educação. Se é só uma questão de estatística, é a propaganda pela propaganda, e só a aceita o influenciável....mas não é o caso. Ora vejamos: (1) Um aluno é brilhante, demonstra uma capacidade estupenda para resolver problemas de elevada dificuldade, mostra-se apaixonado pelo que lhe é ensinado. (2) Um aluno é regular, estuda, processa problemas, é esforçado, procura resolver mais e mais, não tem capacidade para resolver todos os problemas, ainda assim tem vontade de os resolver. (3) Um aluno estuda objectivamente para resolver problemas-tipo, raciocínios simples, e sobre estes resolve um grande número de exercícios com base em mecanizar processos. Constatação: sempre existiram excelentes classificações, a estatísca prova que existem minoritáriamente (1) e alguns (2) a ter notas oscilando entre 17-20...normal. Ao subir de base todas as classificações sem diferenciação de questões com base na sua dificuldade (sempre subjectiva) o aluno (3) atinge como mais ou menos dificuldade o topo da classificação. Já o aluno (2) bate sempre nesse topo. O aluno (1) por não ser tão esforçado e mecânico continua a oscilar entre 17-20 (falhas numéricas, ausência de justificações). Até agora tudo bem...a nota a este nível vale o que vale, como se tratasse do binário em sistemas digitais. Mas...no acesso á universidade é essa a moeda a apresentar, e misturam-se outras constatações: - 50% da "moeda" (dependendo do curso) é dado pela média de ensino das classificações atribuídas pelos professores. - As melhores classificações atribuídas pelos professores são atribuídas em escolas privadas. - 100% da "moeda" é dada pelo exame de acesso caso o aluno tenha anulado a matrícula. - É pratica comum no ensino privado o aluno com classificação positiva tangencial (tipicamente (3)) ser "convidado" a anular a matrícula e preparar-se exclusivamente para exame. Não é preciso fazer um esforço mental elevado para se constatar que o levantamento base de classificações de exame prejudica, por um lado os alunos (1) porque a "moeda" a apresentar no acesso ao ensino superior será igual aos (2) e aos (3) (em média), e por outro lado beneficia o ensino privado promovendo uma contínua elitização capitalista do ensino. Consequências: Diferentes ritmos de aprendizagem no ensino superior pela ausência de seriação, o que deveria ser uma máquina bem oleada no desenvolvimento da população em geral, não passa de mais um nível de ensino de venda "a retalho" ao mercado de trabalho. (opinar...opinar...a minha opinião) Soluções...existem, neste aspecto concreto, o binário deve existir, o aluno ou está apto ou não está apto para o ensino superior. E os mecanismos para definir tal aptidão devem ser exames a abranger todos os conteúdos e com o possível escalonamento de dificuldade das diferentes questões a exame. Para o acesso á universidade, o ideal seria a adopção individual de critérios consoante os objectivos de cada instituição de ensino (empregabilidade, especialização avançada, investigação científica,...), critérios que pudessem envolver para além das classificações do ensino secundário (a meu ver definidas como mínimos da instituição apto/não apto) e exames conceptuais de admissão à instituição de ensino em causa (caso o número de aptos concorrentes a essa instituição fosse superior ao numero de vagas). Problema desta solução: se é díficil controlar a corrupção com acesso baseado em exames nacionais, muito mais complicado seria controlar a corrupção ao nível das muitas instituições de ensino superior. A corrupção, já é um problema cultural/social...muito mais profundo e rebuscado, combatível pela educação, o motor da regeneração de ciclos. PS: O problema é que uma grande parte da população pensa imediatamente em ciclos eleitorais em vez de pensar em ciclos geracionais.

sábado, 8 de março de 2008

Cultura portuguesa I - Educação

Hoje vai ocorrer uma grande manifestação de portugueses em Lisboa, reivindicam muitas coisas, independente disso a reacção da sociedade é rigorosamente definida em tipos: o português revolucionário, o sebastianista, o político, o intelectual e o oportunista. O interessante é verificar que todos estes tipos de portugueses também andaram numa escola onde aprenderam a viver (no passado com uma importância menor). E o que são hoje reflecte o seu ensino...e o que portugal é hoje reflecte o estado da educação de há muito tempo. É tempo de respeitar a classe mais importante para qualquer país, a classe que infere directamente em todos os ramos da sociedade, quer economistas, operários, políticos, engenheiros etc. Desmotivar ou desmobilizar é muito fácil, basta um comentário depreciativo ao assistir o telejornal para uma criança perder toda a confiança no seu professor, chama-se psicologia. Há muitos anos preservava-se o respeito, mas...estamos a evoluir, não é? Tratar pessoas ligadas ao ensino ou á ciência como objectos de estudo nunca será viável, a capacidade de ensinar ou de desenvolvimento científico é meramente especulativa, quero dizer que um aluno poderá não interiorizar e resolver todos os problemas de exame, mas os seus ensinamentos lhe proporcionarem um muito melhor raciocínio para problemas futuros, ou para problemas relacionados com a vida real. O que é a educação? O que significou para uma secretária de escritório com o 12º ano as aulas de matemática ou as de ciências da terra e da vida? Será que o futuro foi melhor por ter tido tais ensinamentos? E a nota? Foi importante, fez uma moldura? O complicado nesta educação é que partindo de casa se educa a pensar no sucesso quantitativo (a pergunta é sempre quantos 5s? quantas negativas?) mas o que e que isso interessa no nosso sistema de ensino? Não faço ideia de muitas das minhas notas no passado, mas o importante mesmo é verificar que sei coisas que aprendi e que me continuam a ajudar no presente. Tudo o que se faz é uma força actuante a que outra responderá no futuro, é por isso que nada pode ser avaliado no presente, nada mais que alterar de forma dinâmica o sentido da força. Gostava que esses lunáticos descritos acima fossem algum dia professores, quer os que apoiam ou não a manifestação, porque esta, não é para ser tratada como rebeldia, e os professores não são para ser tratados da forma que li em vários comentários de jornal. Se os professores são maus é por culpa da sociedade, e além disso foram os únicos a terem coragem para desempenharem a sua função. Se algo está mal no ensino, já está à muitas décadas, e é sem duvida um problema estrutural que deve ser resolvido a muito curto prazo, ou teremos um país progressivamente menos produtivo e muito muito mais atrasado. "Nós portugueses somos mesmo incríveis! Só grandes feitos como os triunfos da seleção! A Expo, o Euro, s descobrimentos...que espectáculo! nem sei porque esta gente se manifesta?" Pequenos começos......-toca a acordar tuguinha, são horas de despertar!

Ensaio de flexão à tracção

Algum dia descobriremos quem somos na realidade? E porque não somos diferentes? Será o mundo, a sociedade, a política, as forças físicas? Ou o sumo de laranja que bebi ao pequeno almoço? Serás tu?...Quem és tu? Se a laranja estava podre eu senti no sumo de laranja e rejeitei à primeira gota, se estava envenenado degolei com prazer e perdi a vida. Quando a laranja está podre, nunca mais serão colhidos frutos da mesma árvore, ao passo que da envenenada não sobrará ninguem para relatar o sucedido a não ser quem não beba sumo de laranja, passe por ele, aprecie a sua beleza siga, talvez para produzir o seu próprio sumo assegurando assim a sua qualidade. Espero existirem árvores para fazer o meu sumo de laranja, quando for tempo de fazer sumo de laranja e pessoas para se saciarem. Webber e a máquina de fazer pessoas: - imput webber = 0 - imput tempo = 0 - imput espermatozóide {genoma_m} - imput óvulo {genoma_f} - imput mulher - imput família {condição social, económica, cultural, afectiva} - imput religião - imput língua - imput envolvente {amigos, lugares, objectos} - imput educação {sucesso, moral, valores, memória, criatividade, construção mental} - imput variância - output vida {emprego, capacidades,(...), família, produtividade, status social} - output variância - output morte - webber = webber + 1 - output tempo = 0 - output webber System failure unexpected error --- hummanity bug --- fase 2 (...) - imput normas {direito, organização, pirâmide social} (...) Webber = N ---sumo de laranja envenenado--- Tão grande é a tentação para a utopia...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Pessoalidades

Ser ou não ser, o que quer que seja, devemos ser. Depois de me introduzir psicologicamente em dois filmes: Yo soy la Juani (2006) e Factory Girl (2006) apetece-me dizer:

EU sou Zewly, e quero criar arte.

A pessoa é o artista, e a sua arte são os seus sonhos...vividos ou não vividos.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Envolvimento

Por vezes a noite cai, e nós caímos com ela...

Ontem caí com ela, do sofá...rebolámos, rebolámos...duas voltas no chão, esboçámos sorrisos parvos de quem está em harmonia com tudo, o mesmo é dizer, sem pensar em nada, donos de todo o conhecimento.

Estiquei as minhas mãos, escorregadiças...tentava controlar o meu computador, que exibia como louco pela segunda vez o filme a que nem se havia percebido a primeira. Estava no chão, tinha uma necessidade de voar naturalmente, escolhi um som, pressionei...play...e voei com ela...

...a noite sensitiva ao som de "Venus in Furs" - Velvet Underground and Nico

domingo, 2 de dezembro de 2007

Momentos especiais - Lisboa, Dezembro 2007

Para Disfrutar

Segunda 3/12

  • Paprika (Kon Satoshi 2006), Espaço: Culturgest / Tempo: 18:30 / Custo material: 2€
  • Fingertips, Espaço: Casino Lisboa / Tempo: 22:30 / Custo material: entrada livre

Terça 4/12
  • Die Gezeichneten (Carl Dreyer 1921), Espaço: Cinemateca Portuguesa / Tempo :22:0o / Custo mateiral: <>

(referência a:)

  • Scorpions, Espaço: Pavilhão Atlântico / Tempo: 21:30 / Custo material: 29-42€

Quarta 5/12
  • Pickpocket (Robert Bresson 1959), Espaço: Cinemateca Portuguesa Tempo: 19:30 Custo material: <>
  • João Lencastre Group (Lux Jazz Sessions), André Fernandes (guitarra), João Paulo (piano e acordeão), Nelson Cascais (contrabaixo), João Lencastre (bateria), Espaço: Lux / Tempo: 23:00 / Custo material: entrada livre

Quinta 6/12

  • Clã (agendado), Espaço: Aula Magna / Tempo: 22:00 / Custo material: 15-20€
  • Prudo, Espaço: Lux / Tempo: 01:30 / Custo material: 12€

Sexta 7/12

  • Trás-os-Montes (António Reis e Margarida Cordeiro 1976), Espaço: Cinemateca Portuguesa / Tempo: 21:30 / Custo Material: <3€

(referência a:)

  • Nouvelle Vague, Espaço: Aula Magna / Tempo: 22:00 / Custo Material:25-30€
  • DJ Vibe, Espaço: Lux / Tempo: Eternidades nocturnas / Custo Material: 12€

Sábado 8/12

  • José Mário Branco, Naidy Barreto, Tino Flores, Cantandores da Rusga, Couple Coffe, Kova.M.Most, Kumpania Algazarra, Espaço: Fábrica Braço de Prata / Tempo: 22:00 / Custo Material: entrada livre

(referência a:)

  • Teresa Salgueiro & Lusitânia Ensemble, Espaço: Aula Magna / Tempo: 22:00 / Custo Material: 15-25€
  • Xutos e Pontapés, Espaço: Campo Pequeno / Tempo: 22:00 / Custo Material: 15-35€

Segunda 10/12

  • Paulo Gonzo, Espaço: Casino Lisboa / Tempo: 22:00 / Custo Material: entrada livre

Terça 11/12

  • Rose Hill Drive, Komodo Wagon & Miguel Pedro, Espaço: Santiago Alquimista / Tempo: 21:30 / Custo material: 12€

Sexta 14/12

  • Orquestra Gulbenkian, Lawrence Foster (maestro), Angelika Kirchschlager(meio-soprano), Espaço: Fundação Gulbenkian / Tempo: 19:00 / Custo Material: 10-20€

Sábado 15/12

  • Lettre à Freddy Buache (Jean-Luc Godard 1982), Lola (Jacques Demy 1960), Espaço: Cinemateca Portuguesa / Tempo: 15:00 / Custo Material: <3€
    • Yen Sung, Daniel Best (Sonar Kollektiv), Espaço: Lux / Tempo: 01:00 / Custo Material: 12€

    Terça 18/12

    • Non ou a Vã Glória de Mandar (Manoel de Oliveira 1990), Espaço: Cinemateca Portuguesa / Tempo: 15:30 / Custo Material: <3€

    Quarta 19/12

    • Rodrigo Leão, Espaço: Teatro Municipal São Luís / Tempo: 19:00 / Custo Material: 20€

    Sexta 21/12

    • Jorge Palma, Espaço: Centro Cultural de Belém / Tempo: indefinido / Custo Material: indefinido

    (referências a:)

    Terça 25/12

    • André Sardet, Espaço: Casino Lisboa / Tempo: 22:30 / Custo Material: entrada livre

    Quarta 26/12

    • Bernardo Sasseti Trio (Lux Jazz Sessions), Bernardo Sassetti (piano), Carlos Barretto (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria), Espaço: Lux / Tempo: 23:00 / Custo Material: indefinido

    Sábado 29/12

    • Alla Polacca, Old Jerusalem, Espaço: Musicbox / Tempo: 00:00 / Custo material: indefinido

    Segunda 31/12

    • Woody Allen & His New Orleans Jazz Band, José Cabeleira e Cª,Gonzaga Coutinho, 6 Latinos, Quinteto de Kris Rosa, Gipsy Band, Orquestra Casino Estoril, Espaço: Casino do Estoril / Tempo: eternidade memorável de passagem de ano / Custo Material: 500€
    • The Gift, Espaço: Casino Lisboa / Tempo: eternidade memorável de passagem de ano / Custo Material: entrada livre

    Momentos a definir:

    • Museus do Séc. XXI, Conceitos, projectos, edifícios; Exposição concebida pelo Art Centre Basel, Espaço: Culturgest / Tempo: a partir de 8/12 / Custo Material: 2€

    Quero ir, posso não conseguir / Quero ir, farei tudo para ir / Vou

    Fica lançada a sugestão, para que me quiser acompanhar nestes momentos especiais.

  •