sábado, 8 de março de 2008
Cultura portuguesa I - Educação
Hoje vai ocorrer uma grande manifestação de portugueses em Lisboa, reivindicam muitas coisas, independente disso a reacção da sociedade é rigorosamente definida em tipos: o português revolucionário, o sebastianista, o político, o intelectual e o oportunista.
O interessante é verificar que todos estes tipos de portugueses também andaram numa escola onde aprenderam a viver (no passado com uma importância menor). E o que são hoje reflecte o seu ensino...e o que portugal é hoje reflecte o estado da educação de há muito tempo. É tempo de respeitar a classe mais importante para qualquer país, a classe que infere directamente em todos os ramos da sociedade, quer economistas, operários, políticos, engenheiros etc. Desmotivar ou desmobilizar é muito fácil, basta um comentário depreciativo ao assistir o telejornal para uma criança perder toda a confiança no seu professor, chama-se psicologia. Há muitos anos preservava-se o respeito, mas...estamos a evoluir, não é? Tratar pessoas ligadas ao ensino ou á ciência como objectos de estudo nunca será viável, a capacidade de ensinar ou de desenvolvimento científico é meramente especulativa, quero dizer que um aluno poderá não interiorizar e resolver todos os problemas de exame, mas os seus ensinamentos lhe proporcionarem um muito melhor raciocínio para problemas futuros, ou para problemas relacionados com a vida real.
O que é a educação?
O que significou para uma secretária de escritório com o 12º ano as aulas de matemática ou as de ciências da terra e da vida?
Será que o futuro foi melhor por ter tido tais ensinamentos?
E a nota? Foi importante, fez uma moldura?
O complicado nesta educação é que partindo de casa se educa a pensar no sucesso quantitativo (a pergunta é sempre quantos 5s? quantas negativas?) mas o que e que isso interessa no nosso sistema de ensino? Não faço ideia de muitas das minhas notas no passado, mas o importante mesmo é verificar que sei coisas que aprendi e que me continuam a ajudar no presente.
Tudo o que se faz é uma força actuante a que outra responderá no futuro, é por isso que nada pode ser avaliado no presente, nada mais que alterar de forma dinâmica o sentido da força.
Gostava que esses lunáticos descritos acima fossem algum dia professores, quer os que apoiam ou não a manifestação, porque esta, não é para ser tratada como rebeldia, e os professores não são para ser tratados da forma que li em vários comentários de jornal. Se os professores são maus é por culpa da sociedade, e além disso foram os únicos a terem coragem para desempenharem a sua função. Se algo está mal no ensino, já está à muitas décadas, e é sem duvida um problema estrutural que deve ser resolvido a muito curto prazo, ou teremos um país progressivamente menos produtivo e muito muito mais atrasado.
"Nós portugueses somos mesmo incríveis! Só grandes feitos como os triunfos da seleção! A Expo, o Euro, s descobrimentos...que espectáculo! nem sei porque esta gente se manifesta?"
Pequenos começos......-toca a acordar tuguinha, são horas de despertar!
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